Rio + 20
(continuação)
No mês de junho o mundo redobrou sua atenção com a Mãe Natureza. Começamos pelo Dia Mundial do Meio Ambiente (05/06). Em seguida iniciamos a contagem regressiva para a Conferência das Nações Unidas sobre sustentabilidade, apostando na definição de objetivos comuns à liderança presente; sobretudo, economia verde e erradicação da pobreza.
A "Rio+20" aconteceu e deixou pra todos nós um documento com 45 páginas (quase um livro) com resoluções muito aquém do desejo da maioria dos interessados, especialmente no que se refere a: "O futuro que queremos". Não conseguimos o apoio financeiro dos países ricos para a realização de tudo que sonhamos, mas isso não nos surpreendeu. Até porque sabemos que a única coisa que os move é o que enche seus cofres, e nunca o que ameaça esvaziá-los; sabemos também que a economia de alguns, que não é nada verde, está na corda bamba. Conclusão: daqui a pouco nossos silos é que irão alimentá-los.
Apesar das críticas e dos protestos - alguns rotulados de oportunistas e provocativos - considero positivo o resultado. Na minha opinião, o que conta mesmo é o legado que ficou dos eventos paralelos: Cúpula dos Povos, SOS Mata Atlântica, Viva Rio, Greenpeace, Humanidade 2012, e outros. Esses sim, deram seus recados com muita seriedade, propondo soluções e ajuda no processo de preservação; mostrando atalhos para o alvo já traçado, sem medo dos desafios.
Participei de várias palestras e debates que mostraram um novo olhar de indivíduos de todos os continentes em relação às prioridades do nosso habitat. Ficou claro o interesse dos participantes de diferentes etnias. As filas intermináveis, com horas de espera para adentrar às reuniões provaram isso. De tudo que vi, vivi e registrei, o que mais me impressionou foi a organização e a seriedade brasileira na preparação dos espaços, da segurança, e do respeito às múltiplas culturas; fato que gerou elogios dos Chefes de Estado. Reconhecimento justo, pois a cidade do Rio de Janeiro foi uma perfeita anfitriã, deu um show de hospitalidade! Fica na história como exemplo nesse quesito.
Encerro este texto com duas frases perfeitas para este momento, e que devem levar à reflexão: "Se soubesse que o mundo se acabaria amanhã, eu ainda hoje plantaria uma árvore" - Martin Luther King. "A Terra é insultada e oferece flores como resposta" - Rabindranat Tagore.